20 Verificações Antes de Pôr o Site no Ar
2026-08-24 · 7 min de leitura
A maioria dos problemas que somos chamados a resolver em sites já era visível antes do lançamento. Um formulário de contacto que perde mensagens em silêncio. Um site que nunca aparece no Google porque a indexação ficou bloqueada. Uma página que funciona no computador e rebenta no telemóvel.
Nada disto exige um especialista para ser apanhado. Exige uma checklist e uma tarde honesta. Aqui fica — 20 verificações, em cinco blocos, cada uma com instruções numa linha. Imprima, envie a quem lhe está a fazer o site, e não lance sem ter tudo confirmado.
Bloco 1 — Fundações (verificações 1–4)
1. O domínio está em seu nome. Confirme que o domínio (o seu .pt ou .com) está registado em nome da sua empresa — não do programador nem da agência. Como: pesquise o domínio num serviço WHOIS (para domínios .pt, em dns.pt) e veja quem consta como titular. Se não for você, resolva antes do lançamento, não depois de um desentendimento.
2. O certificado SSL está ativo e forçado. O site tem de abrir em https:// e redirecionar automaticamente qualquer visita por http://. Como: escreva o endereço com http:// numa janela anónima do browser e confirme que acaba em https:// com o cadeado, sem avisos.
3. Um só endereço canónico. www.oseusite.pt e oseusite.pt não podem ser dois sites separados — um tem de redirecionar para o outro. Como: escreva as duas versões e confirme que acabam no mesmo URL.
4. A renovação automática do domínio está ligada. Um domínio expirado deita abaixo o site — e o email — de um dia para o outro, e recuperá-lo pode custar muito mais do que os €10–20/ano da renovação. Como: entre no painel do registador e ative a renovação automática com um cartão válido.
Bloco 2 — Funciona mesmo? (verificações 5–9)
5. Passagem completa no telemóvel. Mais de 60% do tráfego web é móvel. Como: abra todas as páginas num telemóvel a sério (não só numa janela de browser redimensionada) e verifique que o texto se lê, os botões se carregam com o dedo e nada sai pelo lado.
6. Todos os formulários testados de ponta a ponta. Não é "o formulário aparece" — é a mensagem chegar. Como: submeta cada formulário com um email real e confirme que a mensagem cai na caixa que vai mesmo ser consultada, não numa conta de testes do programador.
7. Todos os links e botões clicados uma vez. Como: percorra o site inteiro — menus, rodapé, links no texto, ícones de redes sociais. Dez minutos de cliques valem mais do que meses de visitantes a bater em becos sem saída.
8. Existe uma página 404 a sério. Alguém vai escrever mal um endereço; uma página 404 com a sua marca e um link para o início mantém o visitante no site. Como: escreva oseusite.pt/isto-nao-existe e veja o que aparece.
9. Velocidade abaixo dos 3 segundos. Sites lentos perdem visitantes antes da primeira palavra carregar. Como: passe a página inicial pelo PageSpeed Insights (pagespeed.web.dev) — aponte a uma pontuação móvel acima de 80 e comprima qualquer imagem acima de ~300 KB.
Bloco 3 — Encontram-no? (verificações 10–13)
10. Os motores de busca não estão bloqueados. Os sites de testes ficam muitas vezes marcados como "noindex" — e essa marca às vezes vai parar à versão final. Como: veja o código da página inicial e confirme que não existe <meta name="robots" content="noindex">; verifique que oseusite.pt/robots.txt não diz Disallow: /.
11. O Google Search Console está configurado. É gratuito e é por ali que o Google avisa de problemas de indexação. Como: valide o site em search.google.com/search-console e submeta o sitemap (normalmente oseusite.pt/sitemap.xml).
12. O Perfil de Empresa no Google está reclamado. Para qualquer negócio que sirva uma zona — de Queluz a Faro — esta ficha aparece muitas vezes acima do próprio site. Como: reclame ou crie o perfil em google.com/business com horário, morada e telefone corretos.
13. Títulos e descrições escritos para pessoas. Cada página precisa de um título único (até 60 caracteres) e de uma descrição (até 155) — é o seu anúncio nos resultados de pesquisa. Como: depois da indexação, pesquise site:oseusite.pt no Google e leia o que aparece.
Bloco 4 — Confiança e obrigações legais (verificações 14–16)
14. Política de privacidade e cookies em ordem. Se recolhe dados pessoais — basta um formulário de contacto — o RGPD aplica-se. Como: publique uma política de privacidade que diga o que recolhe e porquê, e só carregue cookies de análise ou marketing depois do consentimento. As regras e a fiscalização (em Portugal, pela CNPD) evoluem — em caso de dúvida, confirme os requisitos atuais ou peça aconselhamento.
15. Identificação legal no site. Denominação da empresa, sede e um meio de contacto que funcione. Se vende online, junte também a referência ao Livro de Reclamações Eletrónico (livroreclamacoes.pt) e à entidade de resolução alternativa de litígios — verifique as obrigações em vigor para o seu caso. Como: confirme que o rodapé e a página de contactos os incluem.
16. Contactos reais, testados. Como: ligue para o número e escreva para o email publicados no site. Ficaria surpreendido com a frequência com que um deles está errado.
Bloco 5 — Medição e rede de segurança (verificações 17–20)
17. Analytics instalado e a registar. Não se melhora o que não se mede. Como: instale o Google Analytics 4 ou uma alternativa mais amiga da privacidade (Plausible, Fathom), visite o próprio site e confirme que a visita aparece no relatório em tempo real.
18. Cartões de partilha (Open Graph) definidos. Quando alguém partilha o seu link no WhatsApp ou no LinkedIn, deve aparecer título, descrição e imagem — não um retângulo cinzento vazio. Como: cole o URL num verificador de Open Graph (por exemplo, opengraph.xyz) e veja a pré-visualização.
19. Favicon no sítio. O pequeno ícone no separador do browser. Detalhe minúsculo, ausência imediatamente visível. Como: abra o site e olhe para o separador; um globo genérico significa que falta.
20. Backups existem e têm dono. Não é "o alojamento deve fazer isso" — é uma pessoa com nome, uma frequência e um restauro testado. Como: faça três perguntas a quem gere o site: com que frequência é feito o backup, onde fica guardada a cópia, e quando foi testado um restauro pela última vez? Se alguma resposta for vaga, essa é a primeira tarefa pós-lançamento.
Resumo em 60 segundos
| Bloco | Verificações | Tempo necessário |
|---|---|---|
| Fundações | Domínio, SSL, redirecionamentos, renovação | ~20 min |
| Funcionamento | Telemóvel, formulários, links, 404, velocidade | ~60 min |
| Visibilidade | Indexação, Search Console, Perfil de Empresa, meta | ~45 min |
| Confiança e legal | Privacidade, identificação, contactos | ~30 min |
| Rede de segurança | Analytics, Open Graph, favicon, backups | ~30 min |
Cerca de três horas no total. É o custo honesto de um lançamento limpo — contra semanas de contactos perdidos em silêncio se uma única verificação falhar.
Quem deve correr a checklist?
Idealmente, duas pessoas: quem fez o site corre-a primeiro; depois corre-a você, com olhos frescos. Se contratou a criação do site a um profissional, esta lista é também uma forma justa de avaliar o trabalho — um site bem feito passa as 20 sem drama. Na Feitura, esta checklist (e uma versão interna mais longa) faz parte de todas as entregas, dos sites Essential para cima, porque um site que é lançado avariado não está acabado, diga a fatura o que disser.
Nota final: se está a planear investir num site novo, verifique se a sua empresa é elegível para apoios como o Vale Digitalização (até €20.000, com 75% de cofinanciamento) — confirme as regras atuais em portugal2030.pt.
Vai lançar um site e quer que passe as 20 verificações no primeiro dia? Peça um orçamento gratuito em minutos.
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