Site para Restaurante: Menos Comissões, Mais Reservas Diretas
2026-08-24 · 7 min de leitura
As plataformas de reservas e as apps de entregas resolveram um problema real: fazer com que o restaurante seja encontrado. Mas cobram por isso em cada transação, para sempre. Se o seu restaurante já é procurado pelo nome — e em Portugal a maioria dos clientes habituais procura no Google "restaurante X Queluz" ou vai direto ao Maps — parte dessas comissões é dinheiro pago para chegar a clientes que já eram seus.
Este artigo faz as contas, mostra o que um site de restaurante precisa de ter para transformar reservas de plataforma em reservas diretas, e diz quanto custa realmente.
As contas às comissões, sem rodeios
As taxas variam por contrato e plano — confirme sempre os seus extratos. Mas a estrutura típica no mercado português é esta:
| Canal | Taxa típica | O que significa |
|---|---|---|
| Plataformas de reservas (ex.: TheFork) | ~1–2 € por cliente sentado em reservas via plataforma, mais promoções de 20–50% de desconto | Paga por talher, e as promoções comem a margem |
| Apps de entregas (Uber Eats, Glovo, Bolt Food) | ~20–30% do valor do pedido nos planos completos | O corte mais pesado do setor |
| Reserva direta no seu site | 0–50 €/mês por uma ferramenta de reservas | Custo fixo, sem taxa por talher |
Agora um cenário modesto. Um restaurante com 40 clientes por dia via plataforma de reservas, a 2 € por talher, 300 dias por ano:
40 × 2 € × 300 = 24.000 € por ano em taxas por talher.
Mesmo uma casa pequena, com 10 talheres de plataforma por dia, paga 6.000 € por ano. Nas entregas: 3.000 €/mês em pedidos via app com 25% de comissão são 9.000 € por ano. E atenção: grande parte destas reservas vem de gente que procurou o restaurante pelo nome e reservou pela plataforma só porque era o primeiro botão à mão.
O objetivo não é sair das plataformas — servem bem para captar clientes novos. O objetivo é que os clientes habituais, que são a maioria dos talheres de um restaurante saudável, reservem e peçam diretamente.
O que "direto" exige na prática
Três peças, a trabalhar juntas:
1. Ficha do Google Business a apontar para si. Para um restaurante, o Google é a porta de entrada: Maps e pesquisa pelo nome. Reclame a ficha, mantenha horários e fotos atualizados, responda às avaliações — e configure os links de site e de reserva para o seu site, não para uma página de plataforma. O Google permite que as plataformas injetem botões de reserva na sua ficha; pode e deve dar prioridade ao seu próprio link.
2. Um site que fecha a reserva em menos de 30 segundos. Quem chega ao site quer quatro coisas de imediato: ementa, horário, localização e forma de reservar. Se alguma delas exigir mais de dois toques no telemóvel, o cliente volta para a plataforma.
3. Um mecanismo de reservas que controla. Pode ser um formulário bem construído que lhe envia email e notificação, um sistema próprio com gestão de mesas, ou um widget de uma ferramenta independente com mensalidade fixa. O essencial: zero comissão por talher, e os dados do cliente (nome, email, telefone) ficam nos seus registos — cumprindo o RGPD, com consentimento — para encher as terças-feiras calmas com as suas próprias campanhas.
O que o site de um restaurante tem de incluir
Use esta lista como critério de aceitação:
- Ementa em texto na página, não em PDF. Os PDF são lentos no telemóvel e invisíveis para o Google. Uma ementa digital a sério é pesquisável ("arroz de polvo Sintra" deve encontrá-lo), atualiza-se em minutos e é sua — mudar um preço não custa nada.
- Preços visíveis. Esconder preços perde mais reservas do que protege.
- Ações de um toque: ligar, direções, reservar. Fixas no fundo do ecrã no telemóvel.
- Formulário ou widget de reserva com data, hora e número de pessoas — e confirmação imediata por email.
- Horários iguais aos do Google, incluindo feriados e folgas.
- Fotos dos pratos reais e da sala real. Fotos de banco de imagens notam-se e corroem a confiança.
- Dados estruturados (Schema.org
Restaurant): invisíveis para o cliente, mas dizem ao Google o horário, a ementa, a faixa de preço e o link de reserva. - Carregamento abaixo de 3 segundos em 4G. A decisão toma-se no passeio, de telemóvel na mão.
- Alergénios e menções legais: livro de reclamações eletrónico com link visível, dados da empresa e política de privacidade.
Úteis mas não bloqueantes: vales-oferta, formulário para grupos e eventos, newsletter, ementa em inglês nas zonas turísticas.
A conta do retorno
A pergunta honesta não é "quanto custa um site", é "quantos talheres precisa de desviar para se pagar".
Pegue no cenário dos 24.000 €/ano. Se um bom site mais uma ficha do Google corrigida passarem apenas 20% das reservas de plataforma para diretas, são 4.800 €/ano poupados. Em Portugal, a criação de sites para restauração custa tipicamente entre 600 € e 1.500 € num freelancer ou estúdio pequeno, e 3.000 € a 6.000 € numa agência de Lisboa. Na Feitura, um site essencial de restaurante — ementa, formulário de reservas, integração com o Google, pensado para telemóvel — fica pronto num prazo que surpreende, porque o desenvolvimento sénior com pipeline acelerado por IA elimina a fila de espera habitual das agências; peça um orçamento e dizemos-lhe o preço e o prazo exatos para o seu caso. A manutenção (atualizações, mudanças de ementa, monitorização) tem um custo fixo mensal — compare com um único mês de comissões.
Nota sobre apoios: o Vale Digitalização do Portugal 2030 cofinancia até 75% de projetos de presença digital, até 20.000 €. As regras e os avisos mudam — confirme as condições em vigor em portugal2030.pt antes de contar com o apoio.
Plano realista de 30 dias
- Semana 1: Puxe os extratos das plataformas e calcule a despesa anual real em comissões. Reclame e complete a ficha do Google Business.
- Semana 2: Site no ar: ementa em texto, formulário de reservas, fotos reais, dados estruturados.
- Semana 3: Aponte tudo — Google, bio do Instagram, Facebook — para o seu site. Ponha "reserve direto" com um pequeno incentivo (um welcome drink funciona melhor do que desconto) nos talões e nas mesas.
- Semana 4: Meça. Conte reservas diretas vs. plataforma, semana a semana. Mantenha as plataformas para captar clientes novos e veja o rácio a mudar.
Última nota: comissões e regras do Google mudam com frequência. Antes de fazer projeções, confirme os valores no seu próprio contrato.
Se quiser saber exatamente quanto custaria um site com reservas para o seu restaurante, peça um orçamento gratuito — recebe um número concreto, não uma chamada comercial.
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